ANIMA DECOLORUM EST

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Babagamush e a presença de Estamira

Não, não está nos cinemas. Não mais. Talvez você o encontre em locadoras, talvez apenas na Cineccitá, para quem está em Belo Horizonte.
É uma porrada no centro da boca do seu estômago. É filme pra não mais esquecer. É filme pra mudar de vez o jeito com que se encara o mundo. É filme pra crescer, pra virar gente de verdade.
Estamira é um filme que documenta a história de Estamira. Faz a gente perceber que a realidade é muito mais surreal que o mais louco Burroughs, ou o mais bêbado Bukowski, ou o mais fantasioso García Marquez. Faz a gente desprezar de uma vez o burguesismo de Proust. Cada frase que a mulher (formato homem par) diz é um reflexo da realidade que ela vive, e ela vive numa realidade muito louca ou, como ela mesma diz, numa suprema sanidade.
Estamira é a mulher que jogamos fora. Vive no e do lixo. É a mulher que a gente não quer mais ver, por isso ela se faz invisível. Só que o invisível também filosofa. "A criação toda é abstrata." "Quase todo mundo está alerta. Erra quem quer." " A morte é dona de tudo." "Tudo que é imaginário existe, tem, e é."
A miséria real nos leva a conclusões muito mais profundas que a ficcional. Nossos valores hipócritas são jogados como cuspe na nossa cara. E se você, depois de ver esse filme, não se emocionar, não mudar completamente sua visão de mundo (é clichê, mas é precioso) , não começar a questionar seu papel nesta sociedade, não melhorar como ser humano, então você está mais entranhado(a) de lixo que a própria vida de Estamira.

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