ANIMA DECOLORUM EST

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domingo, 3 de janeiro de 2010

Desta vez, é otimista!

Até que enfim é 2010. 2009 terminou arrastado, querendo ficar de qualquer jeito. Mas demos um jeito nele, e ele agora é "ano passado".
Tenho muitos projetos pra este ano. Quero continuar publicando livros. Quero participar de festivais. Quero atuar muito, e cada vez melhor.
Quero dinheiro. Claro. A sobrevivência precisa dele. Mas eu o quero de uma maneira mais tranquila, de maneira mais equilibrada e mais frequente, oriunda de algo que eu sei fazer. É claro que vou buscar novos aprendizados, mas eu desejo que minha sobrevivência seja menos angustiante.
Quero mais e melhores amizades.
Quero mais e melhores coisas para fazer, que me dêem prazer.
Quero viajar mais, e sempre poder voltar em segurança para o ninho e para os braços dos meus.
Quero - e vou - viver melhor.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sou poodle, sim. Vai encarar?

Nossos bons exemplos vêm todos da natureza. Os exemplos ruins, acho que a grande maioria, ô raça essa nossa para aprender rápido o que não presta, vêm da chamada pirâmide social, e acredito que este fenômeno não seja apenas no sentido de cima para baixo: é também o contrário, tem muita madame balançando os quadris ao som de Tati Quebra-Barraco.
A persistência, a criatividade, a harmonia em sociedade, o trabalho para um bem comum, a alegria, o companheirismo, são todos exemplos que aprendemos observando animais, insetos, plantas e os fenômenos naturais, e olha que isso não é novo: o I Ching sintetizou essa observação há pelo menos 2000 anos. Entre filósofos, a isso se dá o nome de Empirismo.
Ainda há coisas a aprender com a natureza, fenômenos para os quais há pouco tempo estamos nos dando conta. Um exemplo é a necessidade de renovação, de sustentabilidade, coisas que a natureza tem tentado nos ensinar há muito tempo. O outro é a lealdade, fenômeno que pode nos colocar acima de quaisquer forças.
Juro que fiquei emocionado ao ver a foto do poodle que enfrentou uma besta para defender seu território - não, eu não me iludo em achar que ele estava defendendo a família, ele estava defendendo uma conquista. Ele obteve direito legítimo sobre aquele espaço ao demonstrar alegria, companheirismo, inteligência, simpatia e gratidão à família que o acolheu. Eu tenho duas fêmeas em casa, e estou falando de cadeira. E a lealdade daquele cão àquela conquista foi realmente emocionante, sabe-se lá de onde aquela coisinha mignon tirou forças para enfrentar uma mordedura de 120 toneladas!
Que tal se aplicássemos o exemplo em quem nos oprime pelo poder da força? É bom que saibamos que a natureza está nos mostrando que a força bruta já não pode ser considerada sinônimo de poder. Existem outras coisas mais poderosas que o músculo do punho e a arma que ele segura.